19 de dezembro de 2011

FOGO DO CONSELHO


A História do Fogo do Conselho


A  reunião à noite, após as horas de atividades e trabalho do dia, ao redor do Fogo do Conselho, constitui um dos mais encantadores atrativos do acampamento. Como muitos outros, é um hábito tirado dos índios, que ao redor do fogo formavam os seus grupos, onde os velhos chefes, cheios de nobreza, cobertos de cicatrizes ganhas nas grandes lutas da tribo, faziam ouvir sons seus conselhos. Também ao redor do fogo reuniam-se para folgar e dançar, para ouvir as histórias das longas viagens, de sóis a sóis, através da matas acompanhando o serpentear dos rios, e para escutar e contar as façanhas realizadas nas guerras a caçadas. Idêntico é o fogo do conselho dos  desbravadores e aventureiros. Em frente ao mastro no meio do largo círculo das barracas, ergue-se, a fogueira preparada. O trabalho do dia terminou, o espírito está vivo, alegre pelas novas impressões recebidas durante as horas de atividades do acampamento. Todos anseiam pela hora do conselho. Faz-se então ouvir o sinal. todos correm, sentando-se no chão, formando um grande círculo. As unidades estão agrupadas, com os bandeirins. O líder da ao guarda do fogo o sinal de acender. As chamas começam a crepitar, a princípio fracas, depois mais e mais fortes, até se erguerem bem altas, iluminando alegremente, com tons avermelhados, as carinhas felizes dos desbravadores em que sorriem.

As fagulhas correm, tocadas pelo vento, e deixam no ar uma poeira de fogo. No fogo do conselho combinam o programa do dia seguinte, se houver necessidade de alguma alteração, regulamentam jogos, organizam as normas para exploração e trabalhos. E seguem-se os cânticos, as representações, as histórias, as anedotas, todos se alternando com espírito, revestindo aquela hora ao redor do fogo. As unidades preparam de antemão cenas improvisadas para representar. Lançam desafios as violão, mas os cânticos tolos, sem sentido são banidos do fogo do conselho. No fogo do conselho não se cozinha, é um fogo simbólico, é fogo da paz , é o fogo da amizade.


Objetivos do Fogo do Conselho:
Essa atividade tem como objetivo reunir o clube ou unidade para se divertir, cantar, representar peças teatrais, brincar, aprender e encerrar as atividades do dia com uma reflexão religiosa.
Através do conjunto de atividades realizadas e do ambiente criado, o fogo de conselho cria situações propícias para desenvolver e incentivar no jovem:

à    a criatividade e a imaginação;
àà    a facilidade de expressão;
ààà    a alegria e a sociabilidade;
à àà   as habilidades artísticas;
àààà    a auto confiança;
ààààà   a espiritualidade.

O espírito de camaradagem, quer com seus companheiros constantes ou com pessoas novas, dentro desta informalidade do fogo do conselho, resulta numa interação social profícua, fortalecendo a amizade e a fraternidade de desbravador.
O clima jovial e alegre, movimentado, interessante e informal, proporciona excelente ocasião para o desenvolvimento da alegria. De fato, na prática é impossível manter-se alheio ao clima do fogo do conselho sob o comando de um dirigente entusiasta.



















           Imagens do Fogo do Conselho ocorrido em Três Coroas
                  Grupo Escoteiro Paranhana 10/12/2011.

12 de dezembro de 2011

Promessa Escoteira Duda - Click's

O Rouxinol e a Rosa


Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim.
No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs.
Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim.
Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela.
O Rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem
os deixava de propósito para ele.
Assim criou um grande afeto,
pelo jovem que se importava em alimentá-lo,
mesmo com migalhas.

O jovem um dia se apaixonou.
Ao se declarar a sua amada,
ela disse que só aceitaria seu amor,
se como prova, ele desse a ela,
na manhã seguinte, uma rosa vermelha.
O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade,
sua busca foi em vão,
não encontrou nenhuma rosa vermelha
para ofertar a sua amada.
Triste, desolado,
o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia.
O jardineiro explicou a ele,
que poderia presenteá-la com
Petúnias, Violetas, Cravos, menos Rosas.
Elas estavam fora de época,
era impossível conseguí-las, naquela estação.

O Rouxinol, que escutara a conversa,
ficou penalizado pela desolação do jovem,
teria que fazer algo para ajudar seu amigo,
a conseguir a flor.
Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros que assim falou:
* Na verdade, você pode conseguir uma Rosa Vermelha
para teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-lhe a vida!
* Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?
* Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira,
e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço
é muito grande, seu peito pode não agüentar.
* Assim farei, respondeu a ave,
é para a felicidade de um amigo!

Quando escureceu, o Rouxinol,
se emaranhou em meio a uma roseira,
que ficava frente a janela do jovem.
Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre,
precisava caprichar na formação da flor.

Um grande espinho,
começou a entrar no peito do Rouxinol,
quanto mais ele cantava,
mais o espinho entrava em seu peito.
O rouxinol não parou, continuou seu canto,
pela felicidade de um amigo,
um canto que simbolizava gratidão, amizade.
Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida!
Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue,
que foi se acumulando sobre o galho da roseira,
mas ela não se deteve nem se entristeceu.
Pela manhã, ao abrir a janela,
o jovem se deteve diante da mais linda Rosa vermelha,
formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre,
apenas colheu a Rosa.

Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:
* Que ave estúpida!
Tendo tantas árvores para cantar,
foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos...

Enfim:
Cada um dá o que tem no coração...
Cada um recebe com o coração que tem....